21/02/2019

Presidente do Inep anuncia comitê de censura do Enem e volta a espancar a Inculta & Bela. Em seu caso, só inculta

O olavete Ricardo Vélez Rodriguez dá posse a Marcus Vinicius Rodrigues, o censor e espancador da língua portuguesa

Leio na Folha que o governo de Jair Bolsonaro vai criar uma comissão para passar um pente fino no Enem à caça de questões que digam respeito à ideologia de gênero ou que façam uma abordagem crítica do golpe de 1964. E se for uma abordagem favorável? Aí pode? Aquilo que deveria ser motivo de debate na sociedade — em havendo o adernamento ideológico; e já houve, sim — ganha características de comissão policial.


Bem, é claro que não serão apenas os dois temas a chamar a atenção do comitê de censura que se quer criar. Entendi. Proselitismo em prova oficial é ruim se for de esquerda. Se estiver alinhado com os novos çábios que cuidam da área, aí se trata apenas de zelo.

“Ah, mas você já denunciou muitas vezes a conversa mole esquerdopata em provas oficiais”. Sim. E não me arrependo. Mas não o fiz em favor de “direitopatas”

O presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, disse que a comissão vai buscar neutralidade das questões da prova. É aquele senhor que não consegue ser neutro nem nos plurais. Na posse, falou “cidadões” duas vezes.,

Na Folha, leio as seguintes declarações:
“Quando a gente fala em gênero, acho que não cabe a escola tratar disso. Cabe à família tratar disso. Eu não teria como sugerir uma questão que são de assuntos familiares”.

Hein? “Uma questão que são de assuntos familiares”?

Quem língua fala esse cara?

E mais adiante:
“Eu posso fazer uma medição, uma boa redação, para atestar se o aluno tem ou não condições de seguir na vida profissional sem buscar um tema que venha a agredir ou não estar de acordo com alguns valores”.

Quais valores?

Valores de quem?

Será que Vinícius se deu conta de que a sua gramática não lhe dá condições de “seguir na vida profissional” como presidente do Inep?

A Escolinha do Professor Olavo Raimundo é a maior fábrica de boçalidades do país.

Não deixa de ser um programa de humor. Mas não tem graça

Reinaldo Azevedo
Jornalista e Comentarista da Rede TV News

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